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6 dicas de um especialista de Harvard para escrever melhor

31/12/2014 Por: Editorial Dom Bosco
dicas de harvard para escrever

Em tempos de preparação e estudos é preciso, além de dedicação e planejamento, utilizar técnicas para resultados cada vez melhores. Escrever parece ser natural, mas não é tão simples assim.
Nosso cérebro funciona de forma particular; então, o que fazer para escrever a forma como o cérebro entende melhor?  Steven Pinker, psicólogo, linguista e escritor, que trabalha na Universidade de Harvard, e nomeado um dos 100 melhores psicólogos da atualidade, listou alguns exercícios simples em uma matéria da revista Time, que irão melhorar a qualidade da sua escrita.


 
1.    Seja Visual e objetivo
Um terço do cérebro humano é dedicado à visão. Então, fazer com que o leitor visualize o que está tentando transmitir é essencial. Muitas experiências têm mostrado que os leitores a entendem e se lembram de um material muito melhor quando este lhes permite formar imagens visuais.

Sobre ser objetivo, muitas pessoas acham que para escrever bem é preciso usar palavras complexas, quando na verdade, já é cientificamente comprovado que o uso de uma linguagem complexa de nada tem a ver com inteligência. Pelo contrário, quando uma informação é fácil de ser processada por nosso cérebro, ela é tida como mais confiável do que aquela de um texto rebuscado que precisa ser lido várias vezes.
Sendo assim, pense com a cabeça do leitor.


2.    Dominar um assunto não é necessariamente uma coisa boa
O cérebro humano é cheio de truques. Em alguns casos, isso resulta em uma auto sabotagem. Quando você tem um alto nível de conhecimento sobre determinado assunto, você pode acabar achando que algumas informações são óbvias demais, e na hora de escrever deixar de lado informações importantes para o entendimento do conteúdo.

Para Pinker esse fenômeno é “a maldição do conhecimento”, que nada mais é do que a nossa dificuldade em entender que nosso leitor pode não conhecer o assunto sobre o qual nós estamos falando e conhecemos tão bem.

Para não cair nessa armadilha, peça para uma pessoa de fora, ler seu texto e te dizer se entendeu tudo corretamente. Quando conhecemos um assunto somos mais confiantes a respeito dele, o que pode nos deixar equivocados com relação à clareza daquilo que estamos escrevendo. Na dúvida, peça a opinião de alguém.


3.    Vá direto ao ponto
Os textos jornalísticos mais tradicionais são construídos com base em um esquema chamado lead, que consistem em responder no primeiro parágrafo a estas perguntas: Quem? Quando? Como? Onde? Por quê? O quê?

Como nesse exemplo: João (quem) fez uma reclamação (o que) nesta sexta-feira, 19 (quando) através de um portal online (onde) sobre um produto adquirido recentemente que apresentou defeito (por que). Depois relatar o ocorrido ele enviou ao fabricante suas considerações (como).

A continuação do texto iria conter mais informações sobre o fato.  Contudo, é importante lembrar que essa técnica do lead é ideal para textos jornalísticos. Quando a intenção é “prender” o leitor ou criar um suspense antes da chegada de alguma informação importante, nem sempre oferecer todas as informações logo no primeiro parágrafo é a melhor saída.


4.    – Entenda que a linguagem evolui
 
É preciso sim, ter domínio da língua para escrever um bom texto. O que Pinker recomenda, no entanto, é não ficar escravo da norma culta. Isso não significa que você deva gírias em uma prova de concurso, mas que não precisa se preocupar em utilizar um vocabulário muito complexo.


5.     Para escrever, é preciso ler
É irrefutável que quem lê bastante, escreve melhor e sente mais vontade de escrever. Então, a ordem é ler, pois assim irá pontuar melhor, aumentar seu vocabulário e ainda irá cometer menos erros de ortografia, coerência e coesão.

Pare e pense: quantos livros você leu no último ano?

Para Steven, ninguém pode se tornar um bom escritor, a menos que gaste muito tempo imerso em textos que lhe permite absorver milhares de expressões idiomáticas e construções e figuras de linguagem e palavras interessantes para desenvolver um senso de escrever no seu melhor.


6.    Reler e revisar
Nenhum texto fica bom logo de início. É importante sempre reler o que acabou de escrever e nunca, nunca mesmo, publicar ou entregar alguma coisa sem revisar.

Poucas pessoas são capazes de estabelecer um argumento e expressá-lo objetivamente ao mesmo tempo. A maioria dos escritores precisa de mais etapas para conseguir isso. Isso porque, a ordem que as ideias ocorrerem a um escritor, raramente é a mesma ordem em que são melhores digeridas por um leitor.

Com informações de Time.com.
 

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