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Beleza e consciência: produtos cosméticos que não testam em animais ganham cada vez mais destaque no mercado

02/10/2014 Por: Editorial Dom Bosco
Os tempos mudaram, hoje em dia, não basta para uma empresa ter produtos ou serviços de qualidade.  A imagem que a empresa possui entre seus clientes é um fator determinante que irá determinar o sucesso ou fracasso de uma marca. As pessoas estão cada vez mais conscientes sobre o meio ambiente e os direitos dos animais, o que deu origem a um grupo de consumidores que buscam em suas marcas preferidas aquelas que não maltratam nem testam em animais. Esses produtos ganham um selo que se chama “cruelty free”, ou seja, sem crueldade.

Um dos maiores alvos dos ativistas dos direitos do animais ou veganos são empresas de cosméticos que utilizam cobaias para testar seus produtos. Os mais comuns são feitos em coelhos por possuírem olhos grandes e sensíveis. Os testes incluem:

- Como os produtos causam dor e irritação, cobaia é amarrada e imobilizada e usam suportes no pescoço. Isso evita que a vítima se mutile e acabe arrancando os próprios olhos devido a dor causada.

- São comuns também o uso de grampos e clipes para abrir e prender os olhos da cobaia. Dessa forma, as pesquisas e resultados dos testes podem ser observados de um forma melhor.

- Os testes não utilizam anestesia, pois as reações devem ser observadas de forma completa. Os resultados podem causar inflamações, úlceras oculares, hemorragia ou cegueira. Após os testes o animal é sacrificado, pois os pesquisadores precisam estudar a reação das substâncias no organismo do animal.

Os testes são considerados extremamente cruéis, não só pelos os ativistas, mas pela população em geral, principalmente, mulheres que gostam e vivem de produtos de beleza que optaram por empresas que buscam outras alternativas de pesquisa.

Conversamos com Nicole Gonçalves que é maquiadora, cabelereira e dona do Blog Makeover Day, o maior do Brasil cruelty free ou vegan (www.makeoverday.com.br). “Quando eu comecei o blog ainda não era cruelty free, mas quando eu mudei e me tornei vegana, o blog também mudou.” Diz Nicole.

Ela ainda completa: “As empresas precisam abrir os olhos neste sentido. Ver que as pessoas estão mudando constantemente, hoje em dia, vejo várias pessoas se tornando veganas ou vegetarianas”. Isso indica que as pessoas estão mudando e, consequentemente, isso abre novos seguimentos de investimentos para empresas que precisam enxergar esse público.

Algumas empresas alegam que os testes de animais são necessários para o avanço das pesquisas, porém, alguns ativistas discordam, afirmando que existem outras alternativas.

A bióloga Patrícia Tatemoto, Mestre em comportamento e bem-estar animal pela UNESP, vegetariana por mais de 10 anos e vegana desde setembro de 2013, explica que a maior dificuldade é encontrar empresas que são transparentes. “Acredito que a maior dificuldade esteja em acreditar na declaração das empresas que dizem não testar em animais - muitas delas quando dizem isso, estão na verdade terceirizando o serviço de experimentação. Além disso, menos de 10% dos testes em animais são eficazes de fato”.

Tatemoto ainda acrescenta que, hoje em dia, as pesquisas em vitro (cultura de células) saem mais em conta, pois os grupos de pesquisa não precisam manter biotérios, comprar animais e ração, além de pagar uma pessoa pra cuidar de tudo isso.

Isso indica que esse é um mercado em crescimento não só no mundo, mas também no Brasil. Segundo os dados do Instituto Ipsos, 28% das pessoas no Brasil tem procurado comer menos carne e 8% da população se declaram vegetarianas, sendo que a maioria também é vegana e os números tendem a crescer, clara pesquisa.

O números comprovam que este movimento está aumentando e com ele o comportamento do consumidor. Com o mercado de cosméticos, isso não seria diferente. Por esse motivo, os profissionais que trabalham na área precisam buscam inovar e reinventar seus produtos de acordo a tendência do mercado e com a mudança de comportamento do público alvo. Porém, para isso, não é necessário grandes esforços, hoje em dia, diversos cursos online atualizam o profissional com a facilidade de um clique para que ele entenda todos os novos seguimentos de mercado, aproveitando o máximo as exigências de seus consumidores.

Devemos citar também, que essa tendência é muito estimulada por diversas celebridades, uma das maiores no Brasil é a protetora dos animais Luisa Mell que possui mais de 60 mil seguidores no Twitter e alimenta seu blog pessoal constantemente com informações de empresas de cosméticos “cruelty free”.

“Muitas empresas de cosméticos realmente não testam seus produtos finais em animais, mas testam ou terceirizam os testes nos ingredientes! Ou seja, não são livres de crueldade. Nós queremos que as empresas brasileiras sejam realmente éticas e abandonem os testes em todas as fases do produto. Para termos certeza só contando com a auditoria da cruelty.”, declarou Luisa em seu blog.

A apresentadora indica em seu site, marcas que aderiram a causa e marcas que não devem ser consumidas por seus seguidores por, ainda, utilizar os testes em animais.

Com tantas influências a humanidade caminha em um caminho onde a preocupação com meio ambiente e direitos dos animais é tão importante quanto o preço e qualidade de um produto ou serviço. Esse é um mercado que promete crescimento, porém, irá depender do investimento e pessoas capazes de pensar em novas alternativas para suprir as necessidades desse público que é extremamente seletivo e fiel.



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