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Educação bilíngue: conceitos e práticas essenciais

03/07/2019 Por: Editorial Dom Bosco
 Educação bilíngue

O Brasil não é um país monolíngue, ou seja, onde se fala apenas uma língua. Nossas terras tropicais são resultados da intervenção de muitos povos e podemos encontrar inúmeros dialetos ao percorrer as regiões. Essa diversidade cultural e linguística abre oportunidades, em especial para educação bilíngue.

 


Segundo a professora
Terezinha Maher da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), além do português, “são faladas, hoje, em nosso país, mais de 222 línguas”. Esse total não faz referência a línguas de outras nacionalidades, mas somente aquelas que são nativas do Brasil, como é o caso das indígenas. 

 


É importante ter em mente que embora não seja proibido o funcionamento de escolas bilíngues que ensinem como segunda língua idiomas estrangeiros, o MEC reconhece escolas bilíngues apenas como aquelas que oferecem
Educação Bilíngue Indígena (Lei 9.394); Educação Bilíngue para Surdos (Lei 10.436/2002); e fronteiriças. Assim, vale a pena não ir fechando contrato com qualquer instituição que diga ser bilíngue. 

 


Para a segurança  e melhor aproveitamento do ensino pelo aluno, o recomendado é ficar sempre de olho nos órgãos que fiscalizam tais colégios que ofertam ensino bilíngue, como a
Associação Brasileira do Ensino Bilíngue (Abebi) e a Organização das Escolas Bilíngues de São Paulo (OEBI)

 


Há ainda outros pontos que auxiliam a determinar se o colégio tem competências em oferecer essa educação diferenciada. Para compreender melhor, veja nosso artigo:
Entenda sobre a Legislação e escolas bilíngues no Brasil

 


Agora vamos tratar de alguns conceitos e práticas essenciais para aprofundar ainda mais seu conhecimento no assunto. Confira a seguir!

 


Educação bilíngue conceitos e práticas essenciais

 

https://www.domboscoead.com.br/pos-graduacao/educacao/pos-graduacao-em-praticas-da-educacao-bilingue/13911

Especialmente para quem tem filhos e deseja matriculá-los em
uma escola que ensine outro idioma, bem como para quem é educador ou professor e deseja lecionar em instituição de ensino bilíngues, é importantíssimo estar bastante esclarecido quanto aos elementos dessa educação. 

 


Educação bilíngue e escola internacional 

Escola Bilíngue

 

É comum ouvir gente em altos papos, falando que matriculou a filha ou o filho em um colégio internacional e que estava gostando muito. Até aí, tudo bem! Mas ao passo que a conversa continua, percebe-se que a escola era bilíngue e não internacional, e são coisas totalmente diferentes. 

 


Por que é importante saber diferenciar um do outro? Primeiro porque as matrículas e mensalidades em
escolas bilíngues ou internacionais, podem ter diferença; e você talvez esteja pagando por algo que não está comprando. Segundo, evitar possíveis frustrações com o resultado. 

 


Assim, ao determinar se a
escola é internacional ou bilíngue, pontos que precisam estar em mente, são: calendário; público; aulas; e corpo docente. Entenda: 

  • Calendário;

As escolas internacionais seguem o calendário do país que origina a língua. Por exemplo, se essa for inglês americano, o calendário das aulas (feriados, férias e eventos) irão respeitar a esses dias. Nas educação bilíngue, por mais que exista o aprendizado de línguas estrangeiras, os costumes locais são seguidos, incluindo o calendário de atividades. 

  • Público; 

Embora não seja regra, as escolas internacionais costumam ser compostas por nativos do país da língua usada. Seja porque sua família está a trabalho ou porque pretendem retornar aos país futuramente. Nas escolas bilíngues, encontramos em especial brasileiros que desejam estreitar seu conhecimento sobre a nova língua e também sua cultura. 

  • Aulas; 

As aulas nas escolas bilíngues não se restringem a segunda língua; pelo contrário, o ensino das matérias é bastante misto e procura aproveitar ambas linguagens. Até mesmo por isso possuem uma jornada de horas mais extensa. Já colégios internacionais não possuem essa divisão e todas as disciplinas são ensinadas como seu os alunos estivessem no próprio país. 

  • Corpo docente

Não se assuste caso fique sabendo que a escola bilíngue em que matriculou seu filho ou filha, possui professores que não possuem fluência na segunda língua. Essa não é uma exigência feita aos professores de todas as disciplinas, com exceção daquelas que devem ser transmitidas no segundo idioma. As escolas estrangeiras, em contrapartida, são compostas por 40% ou 50% de professores estrangeiros e contam também com professores que possuem pleno domínio da língua. 

 


Qual a idade boa para matricular na Educação Bilíngue?

 

Conforme estudo divulgado pelo Massachusetts Institute Of Technology (MIT), a idade boa para aprender uma nova língua é aos 10 anos. Contudo, esse não é fator decisivo para decidir se o aluno está pronto ou não para colher frutos com a Educação Bilíngue, já que esse avanço dependerá muito do incentivo que há no próprio lar e também pelo interesse que ele possui pela língua. 

 


Então, nada melhor entender que cada pessoa tem o seu tempo e que, como responsável por essa criança ou jovem que está embarcando no ensino bilíngue, seu papel em casa é de extrema importância. Se a situação do leitor ou leitora for de educador ou professor, não precisamos nem discutir sua importância no desempenho desses aprendizes. 

 


Qual a metodologia empregada? 

 

Diversas! Equilibrar o ensino de duas línguas e permitir que os alunos tenham o melhor aproveitamento de ambas, não é tarefa simples; portanto, quanto mais criativa a metodologia, melhor será o aproveitamento do ensino. 

 


Livros, filmes, brincadeiras e até mesmo o próprio gamification (ou gamificação) podem facilitar o processo. O importante, é que as crianças e jovens submetidos a educação bilíngue consigam, de fato, aprendê-la e não apenas decorá-las. Por isso, a importância da imersão e integração das culturas dos idiomas ensinados. 

 


O que muda da alfabetização tradicional? 

 

Como já introduzido, ao tratar da Educação Bilíngue, não estamos nos referindo às escolas internacionais, onde tudo é transformado com base na metodologia estrangeira. Por isso, o bilinguismo exige que o colégio saiba empregar estratégias para que os dois idiomas conversem entre si. 

 


Desde o material didático, até mesmo aos arranjos internos do prédio, como as atividades dos alunos nas paredes, não se limita ao idioma estrangeiro; isso quer dizer que encontramos nessas escolas artigos e produções na língua materna, como no segundo idioma. 

 


Dica para quem deseja trabalhar com o bilinguismo? 

 

Sem dúvida, o primeiro passo recomendado para quem deseja ser educador ou professor em ensino bilíngue, é investir em graduação de educação, para que tenha competência em ensinar. 

 


O segundo passo a ser tomado para quem deseja atuar com Ensino Bilíngue, é investir em cursos no ramo, como a
Pós-Graduação online em Práticas da Educação Bilíngue da Unidombosco. 

 


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