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Empresas lideradas por mulheres são mais lucrativas, aponta pesquisa

08/05/2015 Por: Vanessa Cagliari
Empresas lideradas por mulheres são mais lucrativas, aponta pesquisa

Houve uma época em que cargos de gestão e liderança eram ocupados quase que integralmente por homens. No entanto, esse cenário vem mudando e, atualmente, a presença feminina em postos de liderança está aumentando. Uma pesquisa realizada pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) revelou que companhias com mulheres na liderança são mais lucrativas, ou seja, a liderança feminina está atrelada ao bom desempenho de uma empresa. Entretanto, somente 5% dos cargos de CEO's no mundo são ocupados por mulheres, segundo a OIT.

 
 
Então, por que a presença das mulheres nos postos mais altos cresce tão pouco? De acordo com Claudia Monari, diretora de Assessment e Outplacement da Career Center, empresa de consultoria em recursos humanos, os cargos de gestão das empresas são formados por pessoas que vêm de uma geração em que era comum conceder o poder aos homens.



No entanto, isso tem mudado de acordo com a saída dessas pessoas do mercado de trabalho e as mais jovens, que são de uma geração em que a mulher está no mesmo nível de competitividade do homem, estão assumindo esses cargos de liderança. "Hoje em dia não tem mais uma área específica. No passado, era mais comum encontrar mulheres em áreas que haviam necessidade de maior contato com pessoas mas, hoje, já podemos encontrar mulheres em cargos que antes não se sonhava ter uma ocupando como motorista de ônibus/caminhão, construção civil, política, etc.", afirma Claudia.



 
Para Carolina Falaschi, Gerente Educacional na Miura Investimentos, as mulheres, sob estresse, assumem riscos menores e obtêm bons resultados a longo prazo e ressalta que certas características da mulher são diferenciais. "O sexto sentindo faz a diferença sim. Acredito também por sermos multitarefas e mais persistentes. Eu vejo que a liderança feminina no mercado de trabalho enfrenta os desafios cotidianos com muito mais coragem, assumindo os erros, mas também exercendo a criatividade, liderando democraticamente, focando nas pessoas. Nós, mulheres, focamos, principalmente, o elemento humano, dessa forma alinhando inter-relações pessoais diferentes onde escutamos, incentivamos e apoiamos, transformando-se em uma liderança muito mais natural", destaca Carolina.

 
 
A gerente que trabalha com quatro homens diariamente revela que, para continuar crescendo a presença de mulheres em cargos de liderança, é necessário mudar a cabeça masculina. "Eu tenho visto um crescimento positivo, mas, infelizmente, o que mais pesa, ainda, é a desigualdade aos cargos de liderança, principalmente, com relação aos homens. Mas estamos desempenhando um papel muito mais relevante, ao meu ver, com relação ao crescimento da população, economicamente. Temos e estamos ganhando mais espaço no mercado de trabalho e, cada vez, mais em papeis de destaque", ressalta.  


 
A mulher está presente no mercado de trabalho há algum tempo e, com o passar do tempo, começou a adquirir competências cada vez mais consistentes conforme explica Claudia Monari. Além disso, a mulher tem uma competência de liderança, muitas vezes, mais desenvolvida do que os homens, não só pelo fator sensibilidade e empatia, que são necessários para a gestão de pessoas, mas, também, porque ela já assume muitas vezes o controle da sua própria casa, que acaba sendo a gestão de um pequeno negócio que tem todos os desafios de uma grande empresa. "A mulher, pela sua natureza, é mais sensível e consegue mais facilmente colocar-se no lugar do outro. Essas características são fundamentais para o trabalho em equipe nas empresas, por isso elas acabam se sobressaindo quando tem que gerir uma equipe. Outra característica no perfil feminino é a facilidade de lidar com vários temas ao mesmo tempo, tarefa geralmente mais complicada aos homens que preferem ter um foco único na tarefas e começar e terminar cada uma delas", conclui a especialista.

 
 
Formada em Direito e fundadora do berçário Kinderville, que atende crianças de 4 meses a 4 anos, Carolina Pereira afirma que sua formação permitiu o conhecimento, a experiência e o amadurecimento necessários para estar hoje à frente de uma empresa, lidando no dia a dia com os mais diversos problemas. "Aliada à minha vontade vinham de encontro os 50 anos de profissão da minha mãe, que desde os 18 anos se dedica a ser uma educadora e estava se mudando para a mesma cidade que eu. Finalmente, após uma carreira bem sucedida no Direito, percebi que o que eu realmente queria fazer é o que minha mãe havia feito a vida inteira: educar", conta.


 
Para ela, os principais fatores que contribuem para o aumento da presença de mulheres em cargos de gestão é a busca por especializações, mestrados, doutorados ou em cursos correlatos às suas funções, como de oratória, liderança, etc. "Outro fator importante é a capacidade feminina de enfrentar novos desafios e realizar tarefas diversas, se adequando a situações adversas, quando necessário. A sensibilidade mais aguçada, a organização, a capacidade de adaptação, o altruísmo, o detalhismo e a determinação se destacam", afirma.
 

 
Carolina tem uma filha e, segundo ela, a experiência como mãe foi fundamental para se tornar uma líder. "Para a realização de um bom trabalho são necessários inúmeros fatores como conhecimento técnico, organização, dentre outros, mas, certamente, a sensibilidade da mulher em perceber os momentos que podem se modificar no decorrer da execução de um trabalho influenciam positivamente na sua realização. Mas nenhum estudo ou curso puderam me ensinar mais que a vivência que tenho tido nos últimos 3 anos ao lado da minha mãe e, no último 1 ano e 5 meses com minha filha", conclui Carolina.  



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