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Especialização de profissionais é o caminho para o avanço da educação inclusiva

06/08/2015 Por: Vanessa Cagliari
Especialização de profissionais é o caminho para o avanço da educação inclusiva

Os projetos de inclusão no Brasil têm avançado muito nas escolas regulares, apesar da necessidade de avançar mais ainda em aspectos como formação de profissionais, infraestrutura e de clareza sobre o que realmente significa educação inclusiva. O Brasil possui mais de 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência ou limitação funcional, de acordo com dados do último censo demográfico de 2010. Somadas a esta quantidade, aumenta a preocupação com a inclusão nas escolas colocando esse tema no centro dos debates acerca dos direitos humanos.
 
 
No Brasil, há municípios mais avançados e outros menos em projetos de inserção de alunos especiais. Inclusive, há alguns Estados brasileiros com Projetos Públicos mais consistentes, enquanto existem outros que ainda necessitam de uma atenção mais eficaz no processo de inclusão.


 
Quando se trata de um projeto de inclusão há que se incluir todos os coparticipes do processo: família e escola. E quem é a escola? Os professores, os alunos comuns e os demais funcionários, afirma José Raimundo Facion, psicólogo, professor e especialista em problemas de comportamento na infância e adolescência, psicopatologia infanto-juvenil, deficiência intelectual, autismo e inclusão escolar.


 
Facion explica que a inclusão vai além de simplesmente matricular e fazer frequentar um aluno com necessidades especiais e deixá-lo somente aos cuidados de uma professora regente e de uma auxiliar. "Para que uma inclusão seja realizada de forma integral e completa, é necessário que a escola tenha à sua disposição outros profissionais que possam atender às especificidades de cada aluno especial: psicólogo, médico, psicopedagogo, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, terapeuta ocupacional, assistente social e outros", disse.


 
 
Em relação ao projeto pedagógico inclusivo é importante desenvolver um Plano de Desenvolvimento Individual (ou Projeto Educacional Individualizado), ou seja, cada aluno especial tem seu diagnóstico e, com isso, seu histórico de vida e seu prognóstico, ressalta José Raimundo. "Além disso, há que considerar o que chamamos de "graus de acometimento". Mesmo se tratando de uma determinada patologia, por exemplo, o autismo, cada aluno tem os seus sintomas mais aparentes e outros menos aparentes. Por isso, a necessidade de um Projeto Pedagógico Individualizado. ​Os dois pontos mais importantes para o avanço são: formação de pessoal e infraestrutura", destaca.



 
​A especialização em educação inclusiva é fundamental para que docentes saibam ensinar de maneira adequada e eficiente alunos com limitações. Segundo Facion, essa formação permite que o profissional de educação conheça melhor as diferenças no desenvolvimento e no comportamento do aluno com necessidades especiais e, assim, ele consegue compreender com mais propriedade as necessidades mais específicas de cada um. ​ "O profissional deve entender melhor o que é inclusão, lembrando sempre que inclusão não é tentar fazer os desiguais iguais. Importante também é conhecer as patologias mais ocorrentes, seus desenvolvimentos e prognósticos. Conhecer um pouco melhor sobre o Comportamento e o Desenvolvimento Humano faz grande diferença na formação de um profissional, assim como projetos pedagógicos já consagrados. O professor deve sempre analisar sobre o porquê fazer, como fazer e qual o objetivo a se alcançar no seu fazer", ressalta. ​


 
 
Um aluno deve aprender, ao longo da sua vida escolar, a conquistar sua liberdade de tomada de decisão, sempre avaliando as consequências delas, destaca José Raimundo. "A principal necessidade desses alunos é desenvolver autonomia. Devemos nos lembrar: do que adianta que uma criança, depois de tantos e tantos anos de vida escolar, meio que aprendeu a escrever o seu próprio nome, a identificar algumas letras, se ele não aprendeu a amarrar o cadarço de seus sapatos? Se ele não aprendeu a fazer o seu próprio sanduíche? Se não aprendeu a ir ao banheiro sozinho? Entendo que nós precisamos identificar as necessidades essenciais de cada aluno", conclui.


 
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José Raimundo Facion é graduado em Psicologia pela Universidade de Münster, Alemanha. Possui Doutorado em Psiquiatria Infanto-Juvenil pela Universidade de Münster, na qual foi também professor assistente e membro fundador do Instituto de Pesquisa sobre o Autismo. De 1987 a 1989, foi professor convidado, titular, da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e, de 1990 a 2000, foi professor adjunto da Universidade Federal de São João del Rei, na qual exerceu um mandato de Diretor Executivo (Reitor) entre os anos de 1994 a 1998. No período 1993-1994, fez o seu primeiro pós-doutorado, no Departamento de Neuropediatria da Universidade de Münster, e em 1998-1999, o segundo pós-doutorado, no Instituto de Pesquisa sobre Autismo na Alemanha. De 2001 a 2003, foi professor convidado da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), no Programa de Pós-Graduação em Educação, mais especificamente na área de Educação Especial. De 2002 a 2004, foi professor titular da Universidade do Contestado, em Caçador - SC, no Programa de Mestrado em Educação (em cooperação com a Unicamp), instituição na qual exerceu a coordenação do Grupo de Pesquisa sobre Ensino/Aprendizagem. Acesse o site.
 
 
 

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