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Gestão e financiamento são os principais problemas da saúde pública no Brasil

09/09/2015 Por: Vanessa Cagliari
Gestão e financiamento são os principais problemas da saúde pública no Brasil

A questão da Saúde é um dos principais desafios dos governantes e uma das maiores preocupações da população brasileira. Um levantamento do Ministério da Saúde, que avalia o nível de qualidade do SUS (Sistema Único de Saúde), em uma escala de 0 a 10, revelou que a média nacional ficou em 5,5. O sistema público de saúde, que tem como função atender à toda população, expõe falhas em seus principais programas, como por exemplo, o programa Saúde da Família, focado em prevenção de doenças.


 
Em 20 anos, nenhum estado alcançou a cobertura completa e, somente Piauí e Paraíba ultrapassaram os 90% de cobertura. Por outro lado, sete estados têm apresentado atendimento abaixo da metade: Amazonas, Roraima, Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul, com 20%.


 
A consequência destas falhas são hospitais lotados: de acordo com dados do TCU (Tribunal de Contas da União), 64% dos hospitais brasileiros estão sempre com superlotação e, somente 6% nunca estão cheios. Outro problema é a mão de obra, uma vez que faltam oportunidades para a capacitação de profissionais, além de infraestrutura e médicos para atuar no interior dos estados. "Os centros de formação formam profissionais para o mercado de saúde. O SUS é uma política pública de Estado, não é mercado. A saúde no SUS é vista como direito social, enquanto que no mercado é vista como mercadoria", afirma o consultor legislativo e Mestre em Saúde Pública, Geraldo Lucchese.


 
 
Gestão e Financiamento

 
Segundo especialistas, a gestão de recursos é um dos principais entraves da saúde pública no Brasil. "Não há gestão qualificada. Há fraude, há corrupção. Isso precisa ser resolvido e se resolve com um gerenciamento competente e também com um financiamento adequado", ressalta Roberto Luiz d’Ávila, médico e ex-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM).



 
Além disso, a questão do financiamento do SUS também precisa ser resolvida. Embora o governo tenha prometido atender à todos, o Brasil ainda é um dos países que menos investe em saúde. "Não podemos manter o Sistema Único de Saúde com a missão para a qual ele foi criado com esse volume de recursos", disse Ana Maria Costa, presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde.


 
 
No ano 2000, a Emenda Constitucional 29 definiu que os municípios investissem em saúde de, no mínimo, 15% do que arrecadam, já os estados, 12%. O Governo Federal deve investir a mesma quantia do ano anterior reajustado pela inflação.
 
 
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Com informações de Câmara dos Deputados
 
 

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