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Miopia em marketing - O que é e como pode ser evitada?

27/11/2014 Por: Vanessa Cagliari


Grande parte das empresas planejam suas estratégias de marketing de forma incorreta, focando suas ações no produto, quando o correto seria atender as necessidades e preferências do seu público-alvo. Afinal, a indústria não é um mero processo de fabricação de produtos, mas sim de satisfação de consumidores. Esse fenômeno é conhecido como miopia em marketing, uma teoria descrita, em 1960, pelo economista norte – americano, Theodore Levitt.



 
Levitt definiu a miopia em marketing como a limitação ou visão restrita da empresa sobre qual é o seu negócio. Em outras palavras, é quando a empresa define seu negócio de maneira incorreta, focando exclusivamente no produto e não considera as expectativas de seus clientes.



 
Um caso de miopia que pode ser citado como exemplo são as produtoras de cinema de Hollywood que por pouco não foram totalmente arrasadas pela televisão. Hollywood julgava estar no setor cinematográfico, quando na realidade seu setor era o de entretenimento.



 
Erros como esse são muito comuns, ainda mais nos dias atuais com a evolução rápida dos mercados e a necessidade de produzir " tudo pra ontem ", afirma Fernando Souza, publicitário e professor de MBA marketing dos institutos FIA e Trevisan.



 
Segundo o profissional, as empresas acabam desenvolvendo fórmulas mirabolantes para criação de produtos novos ou renovação de outros já existentes e, muitas vezes, esquecem de realizar etapas primordiais para a construção de produtos ou serviços. " Esse tipo de atitude faz com que gaste-se muito mais investimento em propaganda para "forçar" o consumidor a comprar algo que não é de seu interesse ou algo que não é exatamente o que ele quer, causando insatisfação e inúmeros outros problemas para as empresa ", afirma Souza.



 
Para evitar a miopia em marketing, a empresa deve fazer pesquisas de satisfação online, off-line e, principalmente, monitorar as experiências espontâneas do público. " Vivemos em um momento em que os dados produzidos pelos usuários são commodities. A grade questão é transformar esses dados em informação e conhecimento ", analisa Fernando.



 
Como exemplo positivo de reversão de um ato míope, Fernando cita o case do chocolate Lollo da marca Nestlé, que após 20 anos fora do mercado e substituído pelo chocolate Milkbar, alcançou uma grande perda de mercado. Através de um monitoramento de redes sociais, a Nestlé identificou que existia um grande saudosismo em volta do produto e, sabendo desse desejo do público, foi relançado e, até hoje, é um sucesso de vendas.



 
De acordo com Souza, como forma de melhorar sua imagem perante ao público-alvo, a empresa deve ser transparente, promover o diálogo e incentivar o engajamento do público, prestando um bom atendimento nos canais digitais e tradicionais. " As marcas devem mostrar seus valores e envolver seus clientes, devem ajudá-los a comprar e não simplesmente vender. Não basta mais ter um site, estar nas redes sociais é essencial, permitir uma transição orgânica entre cada um dos canais da marca e estar atenta as fatores tecnológicos. O mobile já é uma realidade e todos os canais devem estar preparados para ele ", conclui Fernando.
 


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