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Mulheres no mercado de trabalho: as conquistas até hoje

07/03/2019 Por: Editorial Dom Bosco
 mulheres no mercado de trabalho


Este texto infelizmente não começa (ainda) com uma “bandeira branca” da luta das mulheres pelos seus Direitos e reconhecimento. Ainda há muita batalha pela frente! Porém, jamais podemos nos esquecer das vitórias acumuladas ao longo da trajetória dessas guerreiras, que enfrentaram as mais variadas resistências para provar que seu lugar vasa as paredes do lar. Conheça um pouco mais sobre história das mulheres no mercado de trabalho e as conquistas até hoje.


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O passado não as condena!


As mulheres sempre foram vistas ao longo da história como o sexo frágil, que só poderia ser eficiente em cuidar dos filhos e da casa. Isso sem falar das punições severas que essas enfrentavam quando não cumpriam com suas “atribuições femininas”, como a de gerar um filho homem ou sem deficiência (mas isso, é assunto para outra hora). A verdade, é que as mulheres foram criadas para serem submissas e servirem - mesmo que isso fosse contra ao que elas queriam.


Não muito distante disso, podemos relembrar das péssimas circunstâncias que as mulheres durante a Revolução Industrial precisavam enfrentar para ajudarem no sustento de suas famílias (se é que o valor recebido era suficiente). Dedicadas no início só a produção têxtil, a visão das indústrias em inserir a mão de obra feminina tinha como o objetivo reduzir despesas - oferecendo, obviamente, salários mais baixos que dos homens -, bem como disciplinar com maior facilidade esse grupo.


A maioria dessas operárias costuravam em condições insalubres mais de dez horas diárias, e muitas até levavam seus filhos pequenos para a fábrica, onde colocavam não só em risco as suas próprias saúdes, como a dessas crianças. Um fato curioso, é que hoje o que conhecemos como ‘licença maternidade’, naqueles dias, compreendia apenas uma folga de 10 a 15 dias de repouso. Após esse período, elas eram obrigadas a voltar a ativa - independente de como estivessem.  


Se a jornada de trabalho era desumana, o salário era ainda mais: essas operárias tinham por semana de 6 a 10 dólares de remuneração. Mas, toda essa situação desconfortável só instigou essas mulheres a defenderem suas participações no mercado de trabalho!


Elas entraram no mercado de trabalho não só para conseguirem ajudar financeiramente suas famílias; mas, para conseguirem a tão merecida independência - mesmo com um cenário hostil. Devido o passado não ter ajudado em nada para que elas tivessem seu reconhecimento solidificado logo no início de suas experiências profissionais, isso prova a “garra” que tiveram para as mudanças que podemos desfrutar hoje.


Se o passado as condena? De forma alguma!



Quanto custa o seu gênero?


Não acreditamos na pergunta do tópico; nós a abominamos! Só que, ainda há muitos salários por aí, sendo determinados pelo gênero do empregado. No Brasil, um apanhado feito pelo Think With Google, dados do Fórum Econômico Mundial, apresenta que as mulheres recebem cerca de 74% do salários dos homens, mesmo ocupando os mesmos cargos. Isso sem entrar no mérito das pesquisas que apontam que elas são a minoria nos cargos de liderança.


Sabe o que as mulheres fizeram para receberem menos, perderem promoções de liderança (estudos comprovam que as mulheres estudam mais que os homens, mas ainda assim recebem menos), serem tão batalhadoras e ainda ficarem com as fatias mais baixas? Você pode até dizer: “Porque são mulheres, ora!”. Resposta certa, mas ainda incompleta.


O principal motivo da desigualdade de gênero no mercado de trabalho, é porque as mulheres se tornam mães. O simples fato da possibilidade de gerar um filho, assusta muitos empregadores, visando que essa nova condição impediria a mulher de dar o seu máximo nas atividades, por estar preocupada com os filhos. Em outras palavras, deixariam as indústrias na mão. Uma matéria publicada pela Huffpost, destaca a história da própria colunista, Thainá Leite, que perde uma oportunidade de emprego após dizer que sentia vontade de ser mãe.

Estudos destacam que as diferenças salariais vão sendo acentuadas ao longo da vida adulta, especialmente entre o final dos 20 e início dos 30 anos - período onde entendemos que essas mulheres viraram mães. Esse fechar de portas por um motivo fútil (e que convenhamos, gerou os contratantes que as dispensarão no futuro), apenas favorece que a situação das mulheres no mercado de trabalho seja comprometida.


Enquanto seus companheiros saem para trabalhar, elas acabam ficando encarregadas da maior parcela dos cuidados com os filhos e a casa. Nesse contexto, esses homens que conseguem remanejar carreiras de forma excelente por não precisarem ficar totalmente responsáveis pelos filhos ou pelos afazeres do lar - já que possuem alguém que os ajude -, conseguem mais tempo de investirem em seus cargos e estudos.


Assim, entramos num looping infinito, onde eles conseguem mais oportunidades e elas mais dificuldade em fazer o mesmo.


Esse é o estúpido motivo pelo qual as mulheres são protagonistas com salários baixos, demissões frequentes ou baixas promoções: elas se tornarem mães. (Ainda bem que esses empregadores não são gerados por ninguém, não é mesmo?).



Elas não abaixaram a cabeça!


Lembra da história das operárias da Revolução Industrial? A história ainda não acabou. Descontentes pelas precárias condições que eram submetidas, elas decidiram revolucionar suas situações - e revolucionaram mesmo!


Diversas reuniões e conselhos de mulheres aconteceram para exigir condições melhores de trabalho e sociais. Assim, em 28 de fevereiro de 1909 houve o primeiro dia da mulher, nos EUA, que defendia o direito de voto das mulheres. Ao passo que mais mulheres se uniam nesses movimentos, mais frequentes eles ficavam.


No ano seguinte, em 1910, foi a vez da feminista alemã Luise Zietz defender na Conferência Anual das Mulheres, feita em Copenhagen, um dia anual para que fosse comemorado mundialmente o dia da mulher.  


Infelizmente, foi em uma dessas reuniões, realizadas anualmente ao redor do mundo, no dia 25 de março de 1911, que uma das fábricas que sediava o movimento pegou fogo, ferindo e matando muitas pessoas que lá estavam (146 ao todo) - onde a maioria das vítimas eram mulheres.


Este evento trágico foi tão marcante, que alguns estudiosos discutem se este não foi o dia responsável pelo Dia da Mulher, comemorado em 8 de março. Mas, ainda não há certeza quanto a origem do dia, apenas a sua intenção de reconhecer as lutas e conquistas das mulheres.


Entretanto, foi só em 1975 que a ONU (Organização das Nações Unidas), teve a iniciativa em celebrar este dia e estender a comemoração a todos os países que fizessem parte da organização. Quem diria que as mulheres que eram vistas apenas como operárias, conseguiriam defender tantas coisas para as próximas gerações?


Não só por condições de trabalho melhores essas mulheres lutaram, mas pelo reconhecimento de todo o esforço que desempenharam e desempenham até hoje como cidadãs, mães, profissionais e acima de tudo: pessoas.



A bandeira não é branca

Como deixamos claro no início do texto, a proposta do post não foi dizer que tudo está ótimo e o mercado de trabalho pulsa de mulheres bem-sucedidas recebendo justamente o que merecem. Sabemos que a realidade ainda é preconceituosa e defeituosa, onde excelentes profissionais não recebem o mérito que merecem.


A bandeira ainda não é branca porque há muita luta a ser travada para provar que lugar de mulher é onde ela quiser, porque ela pode!


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