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Psicopedagogia - A Criança Ontem, Hoje e Amanhã

16/09/2015 Por: Pablo de Assis
Psicopedagogia - A Criança Ontem, Hoje e Amanhã

Sempre tivemos crianças e isso não é segredo. Porém, nem em todos os lugares as crianças estão presentes. Mas nem sempre foi assim. Durante muito tempo, as crianças participavam da vida dos adultos, como uma forma de aprender a viver em sociedade e a divisão era muito mais de gênero e classe social do que por idade.


 
Isso, é claro, acontecia na antiguidade, mais de dois, três mil anos atrás. Com o passar do tempo, a cultura foi mudando e novos valores foram sendo agregados. A economia e a guerra passaram a ser mais valorizadas do que o bem-estar social ou a família. Até mesmo a família passou por modificações, inicialmente sendo vista como uma parte inicial da vivência social plena para o núcleo da constituição social, composto principalmente por pai, mãe e criança. A família foi moldada para se adequar aos novos valores sociais.


 
Nos dias de hoje, o que temos é uma cultura voltada para a produção de riqueza, para valores econômicos e de controle social. Qualquer coisa que fuja desse ideal é criticado. Quem não produz é vagabundo ou marginal. Quem não se comporta conforme as leis é criminoso. Até a criança é enquadrada nessa dinâmica.


 
Porém, a criança não pode ser criminosa, pois a responsabilidade pela ordem social é do adulto. A criança tem como responsabilidade aprender e se desenvolver para tornar-se um adulto produtivo um dia. E isso é feito na escola e com a família. Porém, nem todas as crianças conseguem se ajustar ou ser ajustadas a esses padrões.


 
Ao mesmo tempo que falamos para elas que precisam obedecer e aplicamos as mais variadas técnicas disciplinares, falamos que a criança é livre para construir seu destino, escolher quais roupas quer usar ou quais programas quer assistir na televisão. Essa divergência é análoga à forma como tratamos a criança, passando os primeiros anos da vida dela ensinando a falar, explorar e andar para, quando conseguem fazer isso sozinhas, serem colocadas nas escolas, onde passam a aprender a ficarem sentadas, caladas e a obedecerem. Exigimos obediência e prometemos autonomia.


 
É claro que a criança não irá se ajustar. Ela quer autonomia, ela quer liberdade e o que ela precisa é acolhimento, atenção e um bom guia para explorar o mundo com alguém experiente. A disciplina rígida nem sempre é um bom caminho para esses casos e só tem efeito quando nada foi feito até então. Mesmo assim, não pode ser o único caminho utilizado.


 
Uma das formas disciplinares mais utilizadas hoje em dia é medicalizar o comportamento infantil, ou seja, tratar como uma doença médica o que a criança faz de errado aos olhos dos adultos e da escola: o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. E os adolescentes que seguem por esse caminho são diagnosticados como tendo o Transtornos Opositor de Desafio.


 
Felizmente, muitos educadores estão percebendo a forma como estamos tratando as crianças e estão buscando por alternativas. Existem várias pedagogias alternativas e muitas escolas tentam proporcionar a liberdade que prometemos às crianças, sempre guiadas e acompanhadas. Falta ainda ao Estado reconhecer essa necessidade e procurar alternativas. Quem sabe, quando isso acontecer, mesmo as crianças com mais problemas possam ser tratadas e valorizadas por quem são: sujeitos com sonhos e desejos reais que podem e precisam ser vividos.


 
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Pablo de Assis é professor da Faculdade Dom Bosco. Possui graduação e bacharelado em Psicologia pela Universidade Federal do Paraná (2005). Atualmente é psicoterapeuta, pesquisador voluntário no Núcleo de Estudos do Desenvolvimento Humano (NEDHU) da Universidade Federal do Paraná, Mestre em Comunicação e Linguagem pela Universidade Tuiuti do Paraná (UTP) e professor de psicologia no Ensino Médio e Superior. Tem experiência na área de Psicologia, com ênfase em Psicologia Analítica, História e Epistemologia da Psicologia e Desenvolvimento Humano, atuando principalmente nos seguintes temas: Psicologia Analítica de C. G. Jung, transtornos de humor, transtornos alimentares, desenvolvimento humano, gestão humana, pesquisa em psicologia, psicoterapia, história da psicologia, epistemologia da psicologia e psicologia e educação.
 
 
 

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