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Saiba como usar a metodologia Scrum em gestão de projetos

30/06/2015 Por: Vanessa Cagliari

Saiba como usar a metodologia Scrum em gestão de projetos

Ideal para gerenciar projetos, a metodologia Scrum é uma framework criada para organizar e gerenciar trabalhos complexos, assim como em projetos de desenvolvimento de software. O Scrum é um conjunto de práticas que fornecem a base para que uma organização adicione práticas particulares de gestão e engenharia, que sejam relevantes para a realidade da empresa. Para saber mais sobre o funcionamento do Scrum, o Dom Interativo conversou com o especialista em Gestão de Projetos, Eli Rodrigues. Acompanhe:

 
 
-Explique um pouco sobre o que é o Scrum
 
Scrum é um arcabouço de gestão, ele não determina a forma de trabalhar, mas oferece práticas e princípios que a empresa pode optar por utilizar. Ele determina que as entregas sejam feitas em ciclos, priorizando o que é mais importante para o negócio. Deste modo, o produto pode ser colocado no mercado mais rapidamente, ainda que não esteja completo. É uma prática muito utilizada atualmente, observe os aplicativos e jogos que são lançados e vão evoluindo ao longo do tempo. Ninguém, nem os clientes nem os empresários, querem mais esperar muito tempo para ver o produto disponível.


 
-Em sua opinião, por que uma empresa deveria utilizar o Scrum?
 
Além do foco no negócio que citei anteriormente, o Scrum possibilita a absorção de mudanças. Em cada ciclo de desenvolvimento, o "dono do produto" pode solicitar alterações, correções ou mudar as prioridades do próximo ciclo. É fantástico. É complicado trabalhar com mudanças constantes, mas quando elas têm um período certo para serem colocadas, fica fácil organizar as coisas. Com o Scrum, a equipe tem uma missão temporária (que dura o tempo do ciclo) e se preocupa somente com aquelas prioridades, seguros de que não haverá mudanças até a próxima reunião de ciclo.



 
-A cada ciclo é possível que o projeto mude completamente?
 
É até possível sim, mas raramente acontece. No Scrum, o “dono do produto” estabelece a prioridade dos requisitos. Se ele pediu primeiro o que é mais importante, é mais provável que faça apenas pequenas mudanças dali por diante. Vejo muitas vantagens para empresa, mas como fica o funcionário? O funcionário tem a possibilidade de gerenciar seu próprio tempo (dentro do ciclo), ele escolhe as tarefas que vai fazer.



 
-Como garantir que ele realmente faça alguma coisa?
 
O Scrum preconiza que sejam feitas reuniões diárias para discutir o andamento das tarefas. Um dia a pessoa pode até enrolar, no segundo quem sabe, mas no terceiro, normalmente o grupo começa a pressionar e o cidadão toma jeito. Observe a teoria sobre conformidade social do Solomon Asch, por exemplo. Ele mostrou, através de experimentos, que a necessidade de pertencer a um grupo faz o ser humano mudar seu comportamento, seguindo a maioria. O mesmo também foi comprovado pela teoria das relações humanas na experiência de Hawthorne, do Elton Mayo. As pessoas daquele grupo pressionavam tanto os improdutivos quando os “super produtivos”, puxando-os para a média.



 
-Então é possível que o grupo se una e decida trabalhar menos?
 
Sim, é bem possível que sim. Mas, para evitar esse tipo de coisa entra em cena o Scrum Master. Ele é uma espécie de facilitador do processo, ele treina, orienta e acompanha algumas reuniões para garantir que as rotinas estão funcionando e, é claro, que o projeto está progredindo. Além disso, no final do ciclo a equipe terá que mostrar o resultado para o "dono do produto".



 
-Que tipos de projeto você já utilizou Scrum?
 
Minha carreira se desenvolveu em empresas de tecnologia, logo, a maioria dos projetos que fiz com Scrum foram de software e funciona perfeitamente. O software é algo que é construído a partir do "zero", então já se sabe que as mudanças serão muitas. Antigamente, o pessoal de software passava meses planejando funcionalidades que não serviam para nada. Hoje, sabe-se que apenas 20% das funções de um software são utilizadas.

 
Além das minhas próprias experiências, vi o Scrum ser utilizado em agências de publicidade, na área de recursos humanos das empresas e até em projetos de assistência social. O segredo é começar pelo mais importante e organizar a cadência das mudanças. É a própria fórmula do sucesso. Os princípios do Scrum têm me ajudado, inclusive, na carreira executiva. Se você observar a execução de um planejamento estratégico, verá que a forma de trabalho iterativa-incremental se aplica perfeitamente.



 
 
Eli Rodrigues é especialista em Gestão de Projetos e autor do livro "Os 21 erros clássicos da gestão de projetos". Atualmente ocupa o cargo de Diretor de Operações da Tap4Mobile, trabalha com GP há 10 anos em empresas de tecnologia, participando de projetos de sistemas, telecom, RH, finanças, marketing e operações. É mantenedor do blog “Gestão de Projetos na Prática” desde 2009, cuja missão é compartilhar informações práticas sobre o Gerenciamento de Projetos de forma gratuita e completa.


 
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