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Scale-ups - As empresas que mais crescem no Brasil

20/10/2015 Por: Vanessa Cagliari
Scale-ups - As empresas que mais crescem no Brasil

Você sabia que somente 1% das empresas no país crescem, no mínimo, 20% ao ano por três anos seguidos? Essas empresas são chamadas de Scale-ups, que apesar de serem poucas, exercem um grande impacto na economia, uma vez que são responsáveis por cerca de 60% dos novos empregos, segundo levantamento da Endeavor, organização que apoia empreendedores. Para entender a importância dessas empresas, vamos fazer a seguinte comparação:  enquanto uma empresa comum contrata, em média, 0,34 funcionário por ano, uma Scale-up contrata 31 novos profissionais. São 100 vezes mais.

 
O estudo apontou também que 92% dessas empresas são pequenas e médias. Os dados fazem parte do estudo "Scale-ups no Brasil", da Endeavor, que delineou o perfil das empresas de alto crescimento. Conforme afirma o líder do estudo e gerente de pesquisa e mobilização da Endeavor, João Melhado, o termo Scale-up é bastante difundido fora do Brasil e sua definição foi feita pela OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Segundo a OCDE, para uma empresa ser considerada de alto crescimento é necessário crescer 20% ao ano por três anos consecutivos, pelo menos, em faturamento ou em quantidade de funcionários, e ter dez funcionários no primeiro ano de atividade, no mínimo.


 
De acordo com Melhado, o foco da Endeavor sempre esteve direcionado às empresas que estão crescendo. "Agora, com esse resultado, teremos mais propriedade para falarmos sobre o assunto e ajudarmos a transformar as empresas para que cada vez mais elas possam crescer", destaca. Para saber mais sobre as Scale-ups, selecionamos as suas principais características. Veja:
 
 
 
Scale-ups são empresas grandes enquanto pequenas
 
As Scale-ups são empresas que estão passando de pequenas para grandes: só 8% delas possui mais de 250 colaboradores. Os outros 92% são pequenos e médios negócios (PMEs), que estão apenas começando.


 
 
Existem scale-ups do Oiapoque (AP) ao Chui (RS), literalmente
 
Mais de 50% do total de municípios brasileiros é sede de Scale-ups (2.806 cidades), inclusive municípios de Oiapoque, no Amapá, e Chui, no Rio Grande do Sul. E mais: quase 60% das Scale-ups estão em cidades com menos de 500 mil habitantes. Então, antes de se mudar para uma cidade grande achando que só isso vai beneficiar a sua empresa, reflita se não é mais importante desenvolver um serviço ou um produto melhor, que tenha clientes em todo o país.


 
 
Scale-ups não são start-ups
 
A média de idade de uma Scale-up é de 14 anos e mais de 90% destas empresas têm mais de 5 anos de atuação no mercado. Isto é, se você está iniciando um negócio agora, tenha em mente que vai precisar trabalhar muito para chegar ao topo, e talvez, até demore um pouco.

 
 
 
O Mark Zuckerberg é exceção
 
Trajetórias como a de Mark Zuckerberg, que deixou de estudar na faculdade de Harvard para desenvolver o Facebook aos 23 anos, são exceções. Jovens de até 28 anos representam somente 5,5% dos empreendedores à frente de Scale-ups no país. Na verdade, a idade média de um empreendedor de alto crescimento é bem mais alta: 47 anos.


 
 
Ter patente não é garantia de crescimento
 
A maioria das Scale-ups brasileiras não depende de patentes para crescer, pois apenas 139 delas apresenta essa proteção, menos de 0,27% do total. E, além disso, dos mais de 16 milhões de CNPJs no Brasil, apenas 2.264 possui patentes (0,01% do total), sendo que, em média, estas empresas possuem 1.326 funcionários, quase cem vezes mais que a média geral.



 
Homens ainda são a maioria
 
De acordo com o estudo, 6 em cada 10 dos empreendedores brasileiros são homens. Nas Scale-ups, o índice é ainda maior: quase 70% da liderança destas empresas são homens. Mas, isso não significa que mulheres não possuem capacidade de desenvolver empresas de alto crescimento, prova disso é que existem milhares delas.


 
 
Você também não precisa criar um aplicativo ou um e-commerce para crescer
 
A Scale-ups estão distribuídas em todos os setores do mercado. A indústria digital concentra somente 1% de todas as Scale-ups do Brasil. Quem aparece no topo do ranking é o varejo (20% do total), seguido da indústria da construção civil (13%). Apesar disso, ao analisar a densidade de Scale-ups por setor, a indústria digital sobe para 3º lugar (com 18%), seguido por serviços administrativos (19%) e construção civil (22%), setor com a maior proporção.


 
 
Ter com quem compartilhar o sonho ajuda a crescer
 
Um dos maiores desafios dos empresários iniciantes é a falta de algum profissional para dividir as vitórias e dores do dia a dia. Sócios se ajudam justamente nisso e, dessa forma, levam o negócio mais longe: o número de sócios de uma empresa no Brasil é de 1,18, em média. Em relação às Scale-ups, esse número sobe para 2,32 sócios por empresa.
 
Para acessar o estudo completo, clique aqui.
 
 
 

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