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Web 3.0: Conheça a evolução da Internet da Guerra Fria aos dias de hoje

06/11/2014 Por: Editorial Dom Bosco

web 3.0

Compartilhar mensagens, assistir a vídeos, jogar com desconhecidos do outro lado da Terra, ler as últimas notícias, entre diversas outras funções, são coisas que se tornaram possíveis pela internet. Devido à normalidade que realizamos essas atividades, raramente refletimos que nem sempre foi assim; ou melhor, que tudo começou como uma estratégia de guerra. Se você quer entender melhor como passamos de nenhuma web para a web 3.0 (quase 4.0), basta continuar a leitura.



Muito antes do Facebook


Muitos ficam preocupados com o pacote de dados que podem contratar para ter conexões mais rápidas, seja para atender a interesses pessoais ou profissionais. A necessidade da internet em nossos dias é tão verdadeira, que algumas empresas simplesmente não conseguem realizar suas atividades sem que ela esteja funcionando em perfeito estado.


Já imaginou se apenas um dia o mundo todo ficasse sem internet? Sem dúvida, ele pararia neste dia. Isso porque essa tecnologia permite que vivamos em rede, onde pessoas e empresas não precisam estar uma ao lado da outra para realizar contato. Então, nem precisamos mencionar a economia de recursos que ela gera.


Os avanços alcançados na comunicação com ela, permitem que a globalização continue ativa, facilitando as mais diferentes relações sociais e comerciais entre pessoas em todo o mundo. Assim, quanto mais determinado país ou nação está inserido e interagindo na rede, melhores chances ele tem de se posicionar social e economicamente; o contrário, também é verdade - e é por isso que temos tanta dificuldade em nos conscientizar de países mais isolados.


Toda essa realidade respaldada num relacionamento bem desenvolvido em rede, leva muitos a pensarem que o único objetivo dessa inovação foi facilitar a comunicação entre as pessoas - o que é verdade em partes, considerando que a facilidade de interação ajudaria no plano do EUA se colocar em vantagem perante a URSS. Porém, ela foi criada durante a Guerra Fria, e assim como todos os projetos desenvolvidos em períodos assim, o principal objetivo mesmo, é a sobrevivência.


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“LO”


O ano é 1947 e os cérebros dos soviéticos e americanos estão “torrando” na busca de defender com a tecnologia quem tem mais poder. Esses avanços, como as famosas ‘corridas espaciais’, visavam provocar medo no inimigo. Fazia apenas dois anos desde a última guerra mundial e todos estavam tensos.


Esse foi um momento bastante conturbado em todo o mundo, porque embora não houvesse “sangue” como na I e II Guerra (por isso Guerra Fria), ou seja, o combate direto, todos temiam que uma nova III grande guerra pudesse acontecer.

Nos anos 50 parecia que os soviéticos estavam a frente, enviando o primeiro satélite artificial (Sputnik) e conseguindo surpreender o mundo enviando um homem na primeira viagem espacial. Percebendo que o “mar não estava para peixe”, o EUA decidiu concentrar esforços na ARPA (Advanced Research Project Agency), órgão científico dedicado aos projetos militares.


Então, foi nesse órgão que a ideia do cientista J.C.R. Licklider ganhou vida! Ele acreditava que um único sistema poderia concentrar a informação de todos os demais, facilitando e integrando assim toda a comunicação mundial. Depois dessa ideia visionária, faltou pouco para que o conceito de rede fosse desenvolvido.


Temendo perder seus estudos e dados confidenciais para as forças inimigas, os EUA viu na ideia de Licklider a solução perfeita para obter maior segurança e precisão em seus projetos militares. Nesse contexto, foi desenvolvida a ARPANET, uma rede que prometia armazenar dados. Os primeiros testes foram realizados integrando algumas universidades americanas.


Mas, os cientistas queriam levar esse patamar muito mais além, não sendo suficiente armazenar dados, como também compartilhar. Então, foi em 1969 que a primeira tentativa com a Universidade de Los Angeles foi feita, sendo enviada a primeira mensagem.


Porém, nem tudo saiu como o esperado e a mensagem que deveria ser enviada como “Login” foi enviada apenas como “LO”, já que o sistema caiu antes da palavra ser completada. Mas, mesmo as coisas não saindo como esperavam, o resultado só provou que esses estudiosos estavam no caminho certo e os investimentos deveriam continuar.


Assim, a internet não parou de evoluir e depois de tantos “altos e baixos” ela chegou ao que conhecemos hoje: uma complexa rede de compartilhamento e recebimento de dados.



A evolução da Web


A Web (World Wide Web) visa retratar literalmente o conceito da teia de aranha (que inclusive, retrata a tradução livre de Web), que entende uma rede mundial de computadores conectados pela internet. Termo conseguido em 1991, representa o período em que esta tecnologia, até então mais visada para as estratégias militares, se tornou acessível também para o público comum.


Ao passo que o comportamento dos usuários mudava e muda, o ambiente online também sofre alterações e torna essa “web” cada vez mais dinâmica e complexa. Prova disso são as evoluções da web 1.0, 2.0, 3.0 e em um futuro próximo, 4.0. Vamos entender cada uma dessas:



Web 1.0


A web 1.0 não se parecia nada com o que conhecemos hoje. Sabe o aquele site bonito da sua marca favorita ou aquele feed todo interativo do Facebook? Isso não fazia parte da realidade 1.0.


O consumidor 1.0 usava esse meio apenas como fonte de consulta, para encontrar dados que tinham sido colocados ali pelas empresas - espaço esse que era comprado, claro. Nesta época, o mundo ainda não entendia o poder do consumidor e achava que esse tinha apenas que ser um mero espectador da informação.


Desta forma, quando você pensar neste estágio da rede, precisa visualizar a existência de sites corporativos e páginas totalmente estáticas, sem nenhum compromisso visual, como se fosse uma espécie de lista telefônica.



Web 2.0


A transformação do comportamento dos usuários ao longo dos anos 90 para a entrada dos anos 2000, fez o mundo online entender que não estávamos mais vivendo num universo estático; as pessoas queriam mais possibilidades de interação. Logo, saltamos para web 2.0.


Ainda não estamos próximos do que conhecemos hoje como internet, no entanto, a “voz altiva” dessas internautas passa a dar os primeiros passos, e eles passam a gerar também conteúdos. Com mais participação ‘humana’ (não mais só corporativa), páginas mais interativas passam a ganhar forma.


Na web 2.0 os consumidores já conseguem também realizar posts em blogs e trocar mensagens em algumas redes sociais. Alguns usuários começam aqui a deixarem suas opiniões sobre as empresas; mas, o mercado ainda não dava atenção a esse tipo de comportamento e não o monitorava, os feedbacks produzidos neste estágio acabavam sendo esquecidos.



Web 3.0


Como destacado pelo blog Ideal Marketing, o estágio 3.0 ficou conhecido após uma publicação no New York Times, em que John Markoff, o descreveu como a “Web Semântica”. Destacando assim, um período mais dinâmico e inteligente.  


Os usuários desse nível (consumidores 3.0) entendem que não precisam mais esperar para receber conteúdos das empresas; eles não só os produzem como ditam a forma que os desejam. Esta web está totalmente focada no poder do usuário e o poder que ele tem em ajudar ou destruir as empresas pela internet.


Enquanto no 2.0 os feedbacks eram esquecidos, aqui já podemos encontrar empresas com cargos que ficam concentrados em monitorar a experiência online dos usuários. Assim, ao pensar em web 3.0, basta pensar no poder do usuário que é batata!


Por enquanto, ainda estamos vivendo neste contexto, mas falta muito pouco para chegarmos ao next level: web 4.0.



Como será a Web 4.0?


Pensar que o poder do usuário saltou em apenas 3 gerações de internet é realmente fascinante e, não deixa dúvidas de que o consumidor vai estar cada vez mais no centro nas próximas evoluções. Assim, podemos ter uma expectativa bastante alta quanto a chegada da web 4.0.


Estudiosos esperam que este processo nos coloque frente a uma interação em rede cada vez mais inteligente, favorecendo cada vez mais a internet das coisas (IOT - Internet Of Things), onde é possível integrar cada vez mais objetos inanimados para a facilidade da vida cotidiana.


Assim, é importante que desde já, empresas e profissionais estejam prontos para lidar com esse novo período, por estarem antenados sobre tecnologias e o comportamento dos consumidores. Quer ser o funcionário ou funcionária do futuro? Basta acessar aos cursos da Unidombosco e dar o salto que a sua carreira precisa!


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